O Barão de Münchhausen

Capítulo II - Das Histórias de Caça (8)


Estava escrito: eu seria atacado pelos bichos mais terríveis e ferozes, precisamente nos momentos em que menos preparado me encontrava, como se o instinto os advertisse de minha fraqueza.

Uma vez fui acossado tão de perto por um lobo que não tive como me defender. Por instinto, minha reação foi meter-lhe meu punho pela goela. Impelido pelo susto e adrenalina da situação, enterrei-o cada vez mais fundo, a tal ponto que todo o meu braço ficou lá dentro. Mas, que fazer depois? 

Pensai um pouco em minha situação: cara a cara com um lobo!
Asseguro-vos que a coisa não estava para gentilezas: se eu puxasse o braço, o animal infalivelmente me atacaria. Num átimo, agarrei-lhe as entranhas, puxei-as, virei o bicho pelo avesso como se fosse uma luva e larguei-o morto na neve.

fonte:
Grandes obras da cultura universal - Volume 15. editora Villa Rica - Belo Horizonte, Brasil 1990

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