O Fascismo na Europa

Não. Não falaremos aqui do fascismo de Mussolini nem do nazismo de Hitler.

Atualmente na Europa - e principalmente na Itália - o fascismo cresce exponencialmente.

Primeiro começaram a fuçar o passado e tentaram prender Cesare Battisti, militante de esquerda acusado de 4 homicídios por lá.

Agora até em partidas de futebol os jogadores fazem saudações fascistas, como foi o caso do jogador da Lazio Paolo Di Canio em 2005 (foto) e do jogador argentino Mauri Zárate, da mesma equipe, que no último dia 15 fez uma saudação fascista à torcida durante o aquecimento da equipe e ainda foi proibido de entrar em campo por ofender um dos árbitros antes mesmo de a partida começar.


A torcida da equipe, em algumas ocasiões, entoa canções anti-semitas e racistas durante os jogos. (“seis milhões de judeus na câmera de gás, seis milhões a mais...”)


A aproximação de grupos políticos de extrema-direita e torcidas neonazistas é preocupante naquele continente. Faz acender um alerta que há muito tempo acreditou-se nunca mais ser ativado novamente.


Esses grupos usam técnicas já conhecidas há muito tempo, como atrair jovens pela música e pelo futebol.

Na Espanha, o grande e galáctico Real Madri possui convênios com um grupo de orientação neonazista, a torcida organizada Ultrassur e permitem até que eles guardem seu material no Santiago Bernabeu.


O Ultrassur é praticamente uma milícia. Usou o todo o frisson em torno do time para atrair devotos para "la lucha". Possuem até uma "guarda" que brada lemas de ódio à polícia (imagem) e à sociedade racional como um todo.

"Pertenecemos a aquellos que lo dan todo por una idea, dicen que estamos en extinción, puede que seamos los últimos rebeldes, pero con la convicción de luchar hasta el final por lo que defendemos. Recorremos miles de kilómetros sin la seguridad de volver todos enteros a casa, sin el aplauso de nadie... Porque no lo necesitamos, porque nosotros preferimos seguir a nuestro equipo donde vaya, que quedarnos en casa viendo la televisión. Venid con nosotros, vuestra vida no será mejor, eso no lo podemos garantizar, pero si aseguramos que vivirás verdaderamente."


Na Alemanha, um estudo mostrou que 4,9% dos meninos de 15 anos de idade e 2,9% das meninas de mesma idade estão ligados a um partido ou associação de extrema direita e metade dos entrevistados mostrou ceticismo em relação a estrangeiros.

Em 2008, foram registrados no país 20.422 delitos motivados por algum radicalismo de direita, mais do que o dobro de 2001 (10.054).
Outro fator preocupante é o avanço do partido nacionalista NPC, que dispoões atualmente de 300 prefeitos eleitos, sendo a maioria de regiões pobres da antiga Alemanha Oriental e que faz sucesso entre os jovens.


Grupos de combate à xenofobia exigem investimentos maciços em educação para tentar reverter esses números. Mas talvez seja tarde para fazer alguma coisa.

Parece que essa lição eles não aprenderam.


fontes:
http://cafehistoria.ning.com
http://www.ultras-sur.es
http://www.dw-world.de

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