O Barão de Münchhausen

Capítulo II - Das Histórias de Caça (4)



Um homem das camadas nobres da sociedade não pode ficar sem um belo casaco de couro vistoso a todos.

Certo dia, numa empreitada para encontrar uma peça de pele para uma ocasião especial, deparei-me numa grande floresta da Rússia com uma raposa azul realmente magnífica. No entanto, seria uma pena esburacar aquela pele com uma descarga de chumbo. 

O raposão estava agachado atrás de uma árvore. Retirei a bala do cano e troquei-a por um prego de bom tamanho: disparei, e com precisão suficiente, acertei a ponta da cauda do bichano, de modo que ficasse pregada no tronco da árvore. Com a situação controlada, avancei calmamente até o animal, tomei minha faca e fiz um duplo corte em forma de cruz em seu focinho. Em seguida tomei meu chicote e açoitei-o com toda a força, expulsando o bicho de sua pele numa perfeição bela de se ver.

Mais tarde, com o material já trabalhado, fiz bonito numa acalorada competição de levantamento de copos num bar em São Petersburgo.



fonte:
Grandes obras da cultura universal - Volume 15. editora Villa Rica - Belo Horizonte, Brasil 1990

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