A Grande Muralha da China

Sem dúvida a Grande Muralha da China é a mais incrível edificação militar da história. Sua construção foi levada durante 1900 anos. As primeiras barreiras surgiram antes da unificação dos sete impérios que originaram a China, em 221 a.C. Ao transformar os sete reinos em um país, o imperador Qin Shihuangdi começou a ligar suas muralhas, formando uma só. Foi ampliada nas dinastias seguintes até 1677.





A Grande Muralha atingiu seu auge no século XV, durante a dinastia
Ming. Especula-se que milhões de soldados viviam ao longo dos 8.850 quilômetros do muro. A partir de 1664, quando o território chinês foi expandido na direção do norte, a obra perdeu utilidade, e em 1677, uma ordem do imperador Kangxi pôs um fim definitivo à longa saga da construção da barreira.



A faixa de muro era intercalada por torres que serviam como depósito de mantimentos, abrigo para até 50 militares e base para observação de movimentos inimigos. As distâncias entre as torres variava, mas seguia sempre um critério: cada uma tinha que visualizar os sinais de fumaça emitidos pela vizinha. Cada torre tem, em média, 12 metros de altura e 8 de largura, enquanto as passarelas entre elas tinham 6 metros de largura, mais que suficiente para uma rápida movimentação de tropas em caso de ataques.



A obra foi construída por milhares de camponeses que, em troca do trabalho, eram liberados do pagamento de impostos. Há registros que dizem que, por causa da má alimentação e do frio, até 80% dos operários morriam trabalhando. Além de ampliar a barreira, a dinastia Ming (1368-1644) criou tijolos mais resistentes, feitos de barro aquecido a 1150ºC. Saindo dos fornos, os tijolos eram levados em carroças por uma distância de até 80km da construção. A argamassa era feita com barro e farinha de arroz.



A construção foi posta à prova diversas vezes. Em 1211, o líder Mongol Gêngis Khan venceu os chineses que se defendiam na área leste da construção. Mas salvou o país em 1482, quando os mongóis ficaram presos contra as fortificações.


Adaptado de: Revista Mundo Estranho. ed.088 - junho 2009

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