Espionagem nas Nuvens

No auge da Guerra Fria, os soviéticos supreenderam seus rivais ocidentais (EUA, França e Inglaterra) ,mais uma vez, com o lançamento do supersônico Tupolev TU-144, o primeiro supersônico de passageiros do mundo.
O jato, capaz de atingir 2500km/h fez seu vôo inaugural em 31 de dezembro de 1968, dois meses antes do Concorde, o supersônico construído por um consórcio anglo-francês.
Contudo, um feito de tal magnitude só poderia ser fruto de alguma armação.
E tal armação só foi possível graças a um magnífico esquema de espionagem montado pela KGB, o Serviço Secreto Soviético. Um dos engenheiros que trabalhavam no projeto do Concorde repassou aos soviéticos 90.000 páginas de informações sobre o novo avião, que foram usadas para construir o Tupolev.
Conhecido pelo codinome Ace, o espião morreu no início dos anos 80 sem nunca ter sua identidade revelada!

Adaptado de: Revista Mundo Estranho - ED.087 maio/09

2 comentários:

Talles disse...

a maioria das informações que temos sobre a tecnologia russa ou é fachada ou é cópia americana. O que nos faz duvidar sobre o real sentido da corrida armamentista.

Café & História disse...

Talles,
Sendo cópia ou não, a corrida armamentista representou um grande salto economico-social na vida dos dois países envolvidos.
Esse salto social foi mais percebido nos EUA, visto que todo o avanço tecnológico na área bélica era transformada em melhorias para a população civil. Exemplo: um propulsor a jato mais econômico poderia ser adaptado a um veículo para que consumisse menos e tivesse mais potência.
Já no lado soviético, o avanço foi mais na parte econômica, o suficiente para retirar a URSS do hiato deixado no pós-II Guerra.

Abraços!